"HERROS" REGISTRADOS
AFGHANISTAN - THE WAR LOGS
English:
vídeo; "Guardian"; editorial; "Der Spiegel"; "New York Times"; "Guardian"
Há meses, desde que foi divulgado o vídeo de um ataque de helicóptero a civis iraquianos, se noticia que o site Wikileaks obteve dezenas de milhares de documentos da guerra no Afeganistão.
O londrino "Guardian" postou "Os registros da guerra" sob a manchete "Vazamento maciço de arquivos secretos expõe a verdadeira guerra no Afeganistão". Abaixo, "Centenas de civis mortos por soldados da coalizão". O jornal já postou editorial dizendo que "a imagem não retocada revela cenário muito diferente".
A alemã "Der Spiegel", também em acordo com o Wikileaks, postou a manchete "Vazamento explosivo dá imagem da guerra por aqueles que a lutam - Um quadro sombrio". Destaca "Os caçadores secretos", sobre unidades de assassinato cujos erros mataram crianças, e "Ingenuidade alemã", sobre "o crescente problema" para as tropas do país.
Por fim, entrou o "New York Times" com a manchete "Espionagem do Paquistão ajuda os insurgentes, afirmam relatórios". Em chamada abaixo, "Cenário é mais desanimador do que na representação oficial".
O "Guardian" relatou o esforço do Pentágono em conter a publicação e ouviu o fundador do Wikileaks, Julian Assange, que diz ter recebido "nova pilha de "material de alta qualidade'".
Nelson de Sá - Toda Mídia (www.todamidia.folha.blog.uol.com.br) - Fonte: Folha de S.Paulo - 26/07/10.
"NOT NEWS"
Na manchete, o Huffington Post atacou as "grandes organizações de mídia" que agora vem questionando o vazamento da guerra no Afeganistão, com uma ironia, "Acorde-os quando tiver acabado"
Lado a lado
Destaque nos sites de mídia, os editores do "New York Times" admitiram ter ido "até a Casa Branca e mostrado o que tínhamos". Por sinal, "eles não sugeriram que não escrevêssemos" e até "nos elogiaram pelo modo como editamos os documentos".
Sob contrato
Também nos sites de mídia, destaque para os registros vazados sobre programas no Afeganistão em que as forças americanas "pagam organizações locais de mídia para produzirem reportagens amigáveis". Os textos chegam a falar em "nossos jornalistas".
Nelson de Sá - Toda Mídia (www.todamidia.folha.blog.uol.com.br) - Fonte: Folha de S.Paulo - 28/07/10.
GUERRA DO AFEGANISTÃO
Site divulga nomes de colaboradores afegãos da Otan
Depois da divulgação de nomes de afegãos que colaboraram com a Otan, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, se disse "chocado" pela "irresponsabilidade" do site WikiLeaks em arriscar as vidas desses colaboradores.
O WikiLeaks é um site especializado em vazar informações confidenciais e, recentemente, revelou documentos que comprovam o assassinato deliberado de civis por forças da Otan no Afeganistão.
A divulgação dos nomes aumenta a controvérsia a respeito da ética dos vazamentos, já que o editor do WikiLeaks, Julian Assange, disse que "minimizou os danos" ao selecionar o material divulgado.
Fonte: Folha de S.Paulo - 30/07/10.
DE LYNDON.JOHNSON @EDU PARA OBAMA @GOV
Presidente Obama,
O ideal seria que você encarcerasse o pessoal do WikiLeaks que entregou à imprensa 90 mil documentos da Guerra do Afeganistão. Como isso não é possível, encare os fatos. Sua situação parece-se com minha quando assumi a Presidência, em 1963, e herdei a Guerra do Vietnã. Você sabe que temos que ir embora daquele fim de mundo, não sabe como, e tem medo de parecer frouxo. Foi o que aconteceu comigo e desgracei minha Presidência.
Quando o Kennedy foi assassinado, aquela guerra havia custado a vida de 195 americanos. No seu governo já morreram 577 no Afeganistão e 192 no Iraque. Em 1975, quando abandonamos Saigon, haviam morrido mais 57 mil garotos. Os militares dizem que eu os manipulei, mas eu é que fui manipulado por eles, pensando que os manipulava.
O que está acontecendo contigo é pior. Os teus generais acham que são artistas de cinema e descobriram que lidam com um presidente indeciso.
Essa catarata de documentos da WikiLeaks é mais venenosa que a dos "Papéis do Pentágono", que destruíram a credibilidade da Guerra do Vietnã. Aqueles eram estudos, análises. O que temos agora são as vísceras de operações militares. Se fizéssemos isso na Segunda Guerra Mundial, o marechal Montgomery seria levado a uma corte marcial por ter perdido uma divisão de paraquedistas em Arnheim, e Douglas MacArthur teria sido remetido para Hollywood pelas suas palhaçadas nas Filipinas.
Obama, em abril de 1964, quando eu mal completara seis meses de governo, perguntei ao senador Richard Russell o que ele achava que deveria ser feito no Vietnã. Dick Russell foi um dos maiores congressistas do meu século. Racista como um banheiro de brancos, juntava a discrição dos sulistas ao sentido de missão dos Confederados. Sua resposta acabou associada a um anedotário cínico: "Temos que conseguir um sujeito que nos peça para ir embora. Assim teremos uma desculpa e voltamos para casa".
Ao longo de sua vida, Dick nunca teve um momento de cinismo. Deus poupou-o do desastre do Vietnã, levando-o em 1971, e sempre que vou ao Capitólio passo um bom tempo admirando sua estátua. Você precisa ouvir todos os dias os dez minutos da conversa do Russell comigo. Felizmente, grampeei os meus telefones e preservei momentos de grande valor histórico, inclusive alguns que me deixam mal. Ouça a reposta do Dick quando perguntei que importância tinha o Vietnã: "Nenhuma". E a do Afeganistão?
Lady Bird manda um abraço para Michelle e agradece pela horta que ela plantou no nosso jardim.
Do seu companheiro
Lyndon
Serviço: Minha conversa com Russell, muito bem editada, pode ser ouvida no seguinte endereço: http://whitehousetapes.net/clip/ lyndon-johnson-richard-russell- lbj-and-richard-russell-vietnam
Para os brasileiros, nesse mesmo sítio há uma conversa minha com o assessor de segurança nacional, McGeorge Bundy, no dia 14 de abril de 1964. Combinávamos o texto de uma mensagem de felicitações ao marechal Castello Branco pela sua posse na Presidência.
Bundy estava preocupado com as prisões decorrentes da queda daquele presidente esquerdista que fugiu para o Uruguai:
http://whitehousetapes.net/clip/lyndon-johnson-mcgeorgebundy-lbj-latin-american-dictators
Elio Gaspari - Fonte: Folha de S.Paulo - 28/07/10.
E NÓIS QUE PENSAVA QUE NUNCA ERRAVA!
CONTINUAMOS ERRANDO PROPOSITALMENTE...! HERRAR É UMANO!
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